Confusão
Agentes também acusam funcionários do TJE de abuso de poder
Agentes do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) acusam funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de coação durante uma blitz realizada próximo a esquina da avenida Dr. Freitas com a Almirante Barroso, ontem de manhã. Depois de parar o carro, os agentes realizaram um levantamento e constataram que o veículo estava com o licenciamento 2012 vencido, e decidiram iniciar o procedimento de remoção, mas foram impedidos.
Segundo os agentes, que ainda temerosos preferiram não se identificar, a equipe estava presente na via desde às 9h da manhã, fiscalizou 45 veículos e removeu quatro por irregularidades. "Por volta de 12h, paramos o carro do TJE, quando averiguamos que se encontrava irregular, iniciamos os procedimentos administrativos coerentes com o Código Brasileiro de Trânsito. Mas eles disseram que o carro de autoridade não pode ser parado ou impedido de passar. E aí a confusão iniciou", contou um dos agentes.
Os agentes também afirmaram que durante a abordagem um tenente coronel da Polícia Militar apareceu no local e chegou a ameaçar dar voz de prisão caso os agentes não liberassem o veículo. "Esse tenente se chamava Marinho, ele nos disse que se fossemos presos só Brasília para nos soltar. Estamos apenas cumprindo o que está na lei, pois ela é para todos. Esse é o nosso trabalho", disse outro agente.
No entanto, o secretário do TJE, Álvaro Brito, que estava no carro, disse que não coagiu os agentes e admitiu a irregularidade do veículo. "Esse veículo tem algumas multas acumuladas, mas no setor público não é tão simples realizar o pagamento. É preciso justificar para onde vai determinada quantia, por isso ele ainda estava irregular. Mas agora a dívida de pouco mais de 300 reais já foi paga, por isso o carro não será removido".
A equipe de reportagem tentou entrar em contato com o tenente coronel Marinho, citado pelos agentes, mas até o fechamento desta edição ele não foi encontrado.